domingo, 17 de janeiro de 2010

Para Sempre...

Espero, sentada em um banco pedra vazio, em pleno Outono! Folhas caem, as árvores ficam rapidamente despromovidas das lindas cores verdes e tudo passa a ser castanho, como se a vida lhes fosse tirada.

Olho para o céu nublado e suspiro de cansaço! “Onde estará ele?!” pergunto ao vento que muito levemente passava por mim, levando alguns dos fios dourados do meu cabelo.

Oiço passos ao longe, desespero pensando que ele está perto, perto de mim. Mas não! Apenas mais uma pessoa que passa por ali ocasionalmente.

Será que sou eu que não o vejo? Mudou assim tanto para que não o reconheça mais? Não, não é possível! Fui eu quem mudou e ele não me pode ver mais, nunca mais.

De novo o meu olhar pára no céu coberto de nuvens de Novembro, espero tirar alguma força daí, mas nada acontece. Bem, se o céu não ajuda, é melhor começar a procurar.

Ando e ando, mas não há nada que traga a força de viver novamente, a esperança foi levada pelas lágrimas e nada resta agora. Apenas o vazio que nada preenche dentro de mim.

Nada disto faz sentido, pois o amor é o sentimento mais forte, é o que nos traz a força de viver. Então porque razão o meu amor me destruiu? Se o amor é a razão de viver porque é que o meu desapareceu? Fui eu que errei?!

Eu lutei contra tudo, contra todos, mas não resultou. Agora apenas me basta sentar neste banco de pedra vazio, pois já não há vontade de lutar. Simplesmente espero que apareças em frente aos meus olhos e eu finalmente saiba que és tu. Que és tu que eu estou à espera para voltar a sorrir, para voltar a ser feliz e a vontade de te ter sempre a meu lado.




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