segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ultima vez...

– Não te amo mais! – Disse pela 50ª vez desde que tínhamos chegado ao pequeno café perto da minha casa.
- Como assim não me amas mais! É impossível não me amares. – Ele replicou de novo, olhando para mim com aqueles olhos de cachorrinho abandonado.
- Estou farta! E deixei de te amar, acontece mais vezes do que pensas!
- Mas eu não deixei de te amar. Por favor volta para mim! – Ele suplicou
“Não te amo mais.” Eu disse de novo e de novo para aquele homem que eu amei mais do que a minha própria vida. Porque será que, de um momento para outro, a palavra “amo-te” deixou de ter significado?!
Senti dentro de mim que ele já não significava nada. Que não poderia jamais dizer que o nosso amor continuaria e perduraria. Senti cada vez mais que já o esqueci, que ele faz parte do passado.
Não voltarei a usar a palavra “AMO-TE”!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade, amar-te tornou-se impossível…






domingo, 17 de janeiro de 2010

Para Sempre...

Espero, sentada em um banco pedra vazio, em pleno Outono! Folhas caem, as árvores ficam rapidamente despromovidas das lindas cores verdes e tudo passa a ser castanho, como se a vida lhes fosse tirada.

Olho para o céu nublado e suspiro de cansaço! “Onde estará ele?!” pergunto ao vento que muito levemente passava por mim, levando alguns dos fios dourados do meu cabelo.

Oiço passos ao longe, desespero pensando que ele está perto, perto de mim. Mas não! Apenas mais uma pessoa que passa por ali ocasionalmente.

Será que sou eu que não o vejo? Mudou assim tanto para que não o reconheça mais? Não, não é possível! Fui eu quem mudou e ele não me pode ver mais, nunca mais.

De novo o meu olhar pára no céu coberto de nuvens de Novembro, espero tirar alguma força daí, mas nada acontece. Bem, se o céu não ajuda, é melhor começar a procurar.

Ando e ando, mas não há nada que traga a força de viver novamente, a esperança foi levada pelas lágrimas e nada resta agora. Apenas o vazio que nada preenche dentro de mim.

Nada disto faz sentido, pois o amor é o sentimento mais forte, é o que nos traz a força de viver. Então porque razão o meu amor me destruiu? Se o amor é a razão de viver porque é que o meu desapareceu? Fui eu que errei?!

Eu lutei contra tudo, contra todos, mas não resultou. Agora apenas me basta sentar neste banco de pedra vazio, pois já não há vontade de lutar. Simplesmente espero que apareças em frente aos meus olhos e eu finalmente saiba que és tu. Que és tu que eu estou à espera para voltar a sorrir, para voltar a ser feliz e a vontade de te ter sempre a meu lado.




quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Prometi não chorar!

Por entre todos os meus pensamentos nascem feridas profundas, negras de paixão que rasgam o meu frágil coração. O meu coração chora e minha alma sente-se perdida!
Meus lábios sorriem e meus olhos dizem-se felizes, mas eu sei o quanto eles sofrem. Só eu sei o quanto eles mentem...
Todo o meu corpo é percorrido por arrepios, arrepios de medo, de tristeza.
Não sei se passará, não tenho certeza...
Mas prometi não chorar, prometi a mim mesma que aguentaria, por hoje. Eu irei aguentar?!
Não, não consigo! Irei quebrar a última promessa! Tão forte pensava ser mas, a fraqueza apodera-se do meu corpo, da minha mente, do meu coração...
Quero gritar, gritar de raiva, de traição, de dor. O grito mais intenso que jamais pode ouvir, esse grito está dentro de mim consumindo o meu corpo. Mas nunca, em tempo algum, ele o saberá. Ele não verá as minhas lágrimas.
Recupero por momentos, apenas para o ouvir pedir desculpas novamente.
- Desculpa-me eu errei!
Olho para ele durante vários segundos, sem abrir os meus lábios. Sei que, se os abrisse, o grito sairia e as lágrimas cairiam pelo meu rosto. Baixei a cabeça, olhando para as minhas Converse pretas.
- Eu ainda te amo. Mesmo depois de tudo que aconteceu, mesmo depois... - Ele não acabou a frase e volto a olhar para seus olhos, ele estava a segurar as lágrimas traiçoeiras. Um pequeno fio de esperança passa pelo meu corpo, mas o grito continua alojado no interior do meu coração.
- Mas agora é tarde, eu não posso voltar a trás e fazer de novo, desta vez correctamente. Esta será a última vez. Desculpa. - Ainda encarando os seus olhos aceno com a cabeça em concordância.
Ele afasta-se rapidamente e, quando desapareceu, o grito saiu do meu peito e as lágrimas caíram copiosamente pelo meu rosto, desfigurado de tristeza...
Era tarde de mais para o perdoar.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Final feliz...

Para que servem as poesias, os textos bonitos, as histórias encantadas com príncipes, princesas e fadas, para que existem os finais felizes?
A vida não é poesia, não é uma história com final feliz. A vida é um longo caminho que temos de percorrer onde existem perdas, descobertas, paixões e procuras incessantes do "feliz para sempre" que nunca há-de chegar!

Quando somos crianças pensamos que queremos ser princesas ou príncipes, sonhamos em encontrar a nossa alma gémea, em um cavalo branco.
Então a adolescência chega, as hormonas estão no auge e esquecemos as tretas das princesas e dos príncipes com cavalos brancos a cavalgar por lindos campos verdejantes sorrindo triunfalmente. Sofremos pela primeira vez desilusões amorosas... Choramos porque alguém não nos ama, porque alguém não nos ama da mesma forma... Mas porquê chorar?
Chegamos então à derradeira etapa da vida, somos adultos que deveriam ser responsáveis. Pensamos em casar, em ter filhos, uma casa... Mas não temos tempo, apenas o trabalho faz parte de nós! E vivemos tristes e inconsoláveis. Não casamos, ou então casamos com um bêbedo qualquer com casa e um bom carro em vez do cavalo branco!
Somos velhos grisalhos e voltamos de novo a sonhar com príncipes e princesas para depois sucumbir ao sono eterno!
Então... Para que merda servem as poesias, as histórias de encantar e os finais felizes?!

Apenas para uma coisa: nunca deixar de viver!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor. Como as outras, ridículas..." Fernando Pessoa