sábado, 17 de abril de 2010

Para ti

Às vezes ponho-me a pensar como seria. Como seria acordar e saber que não te iria ter aqui, não te ia ter a meu lado. Perderia o quê? O meu coração? A minha sanidade?
Sim, acho que perderia pequenos pedaços aqui e ali da minha felicidade, do meu coração. Porque tu chegas-te e roubas-te tudo o que eu era. Mas ao roubar-me tu também me deste algo em troca. Deste-me o significado de amar alguém, de ser amado por alguém, de ser feliz com alguém, de ter confiança nos outros. Coisas que eu fui perdendo ao longo do tempo.
Tu sabes, eu sofri no passado, não falo do "como" eu sofri, apenas uma pessoa o sabe. Mas tu também não estás interessado em saber, e eu interessada em contar, aceitas o meu silêncio e respeitas-me. Uma vez perguntaste-me quais eram as tuas qualidade e eu respondia aquelas que sempre respondo, aquelas com que eu brinco, mas aquilo que me chamou a atenção em ti, não foram as tuas qualidades exteriores, mas sim as interiores. A tua personalidade, o teu respeito pelos outros, as tuas opiniões criticas acerca certos e determinados assuntos, o teu empenho naquilo em que te dedicas. Essas sim são as tuas melhores qualidades e são essas que eu venero, porque eu gostava de puder ser assim em alguns casos, mas não consigo. Estou a aprender, ao longo destes 2 meses, estou a aprender contigo.
Tu sabes que te amo, digo-te isso todos os dias. E amo-te cada dia mais. Pode não parecer às vezes, posso não o demonstrar da melhor maneira. Mas não é porque eu não queira, é mesmo porque eu não sei como demonstrar. Nunca soube!
Mas eu mudei, mudei por mim, mudei por nós. Mudei a minha maneira de pensar, a minha "antipatia".
Obrigado por me amares, por te teres tornado quem és na minha vida. E obrigado por todos os momentos fantásticos que passamos juntos, guarda-los-ei para sempre.
És o melhor Tiago*